Autor: Rafael Amorim

ANUNCIO: Fórum Tchelinux de Software Livre em Santana do Livramento – dia 12 de Novembro de 2011

Olá pessoal

Tenho o maior orgulho em compartilhar com vocês o lançamento do site do Fórum TcheLinux de Software Livre Santana do Livramento, que será realizado no dia 12 de Novembro de 2011 no Centro Anglicano de Eventos – Instituto Livramento.

Maiores informações do evento e inscrições no site http://www.rafaelamorim.com.br/tchelinux

Abraços!

Pedalando e andando – Parte 1

A Cássia está certa em brigar comigo para comer menos e tentar ter uma vida saudável, mas não é fácil. E os culpados são tantos… Carregar quase 130 kg não é mole. Já to me sentindo na idade do condor :-)Construiram uma ciclovia a duas quadras de casa. E eu, boca grande, disse que se tivesse uma bicicleta, iria para o trabalho todo dia. A Cássia, num acesso de riso disse que pagava pra ver. E eu topei. Aposta feita, a ser cumprida quando tivesse a tal da bicicleta. Contei para o Tulon, que mui amigo me emprestou a bicicleta dele, que estava parada. Agora não tinha mais saida. Ou pedala ou perde a aposta.

Vou contar aqui o andamento da coisa. Assim fico com um registro para provar que não pulei nenhum dia. As regras (devidamente acordadas) são:

  • Duração de 90 dias.
  • Ida da manhã e volta a tarde contam 1 dia (meio dia transporte é o carro já que o sol é forte e o horário é curto);
  • Dia de chuva é dia de chuva 🙂 Não conta;
  • Fim de semana/feriado. 30 minutos de atividade fisica contam 1 dia;
  • Se esqueci de alguma regra, coloco depois aqui;

Dia -1 (28/09/2011)

Depois de preparar a bicicleta, dei uma volta. Pedalada noturna. Não me senti tão mal assim (uns 13 anos sem pedalar). Quase cai, quando a lingua quase enrolou na roda da frente…hehehe. Fui de casa até a unipampa e voltei. Tempo: 20 minutos na bicicleta, 20 empurrando ela.

 

Dia 0 (02/10/2011)

Até esse dia, tinha expectativa de ir-e-voltar meio dia. O sol estava forte, cansei na segunda quadra. Mas segui firme. Fui até a unipampa e voltei. Tempo pedalando/caminhando: 30 minutos.

 

Dia 1 (03/10/2011)

Amanheceu um dia frio. Botei uma jaqueta, boné, peguei a mochila e me fui. Cansei na esquina de casa. Pensei em voltar e desistir. Mas sou brasileiro e não desisto nunca. Fui indo. Se eu estivesse indo de F1, não tinha trocado tanto de marcha quanto troquei na bike. Levei 20 minutos pra chegar no campus. Depois de “estacionar” a bicicleta, fui pra cozinha do campus para me recompor. A dor de cabeça me deixou assustado. Depois passou. Acho que foi o frio.

De tarde, o clima estava mais agradável e a volta foi “tranquila”.

Tempo de bike no dia: 40 minutos (pedalando e/ou empurrando) aproximadamente.

 

Dia 2 (04/10/2011)

O frio continuou. E nesse dia me abriguei mais. De novo cansei na esquina de casa, mas não cheguei tão mal assim no campus. A volta também foi tranquila.

Tempo de bike no dia: 35 minutos (pedalando e/ou empurrando) aproximadamente.

 

Dia 3 (05/10/2011)

Conversando com a Cássia no dia 04, concordamos que deveria misturar pedalada + caminhada. Ai nesse dia tive a “jenial” idéia de vir ao meio dia para casa caminhando. Só que esqueci que no fim da tarde tinha que voltar para casa de bicicleta. Me detonei TODO. As 14hs não tinha força para caminhar dentro da minha sala…

A parte boa é que tive uma melhora na resistência física. Agora já canso na SEGUNDA esquina…hehe.

Tempo de bike no dia: 45 minutos (pedalando e/ou empurrando) aproximadamente.

Tempo caminhando: 35 minutos

A jornada continua…

Formulas matemáticas para um design perfeito

No site design.blog, achei esse post interessante sobre design. Coloco aqui uma introdução sobre o mesmo, e o link para a matéria na integra.

“Quando entrei pro mundo do design, achei que matemática não iria fazer parte do currículo – algo fantástico pra quem tem dificuldade com as contas mais básicas. Nunca estive tão enganado.

Matemática é tão importante no design quanto o sangue é pro corpo humano. E é graças a ela (a matemática, não o sangue) que o design existe em primeiro lugar. Sem matemática, não teríamos o círculo cromático, proporção áurea, regra dos terços, etc. E foi pensando nisso que decidi escrever este artigo, pra mostrar como a ciência exata é intimamente ligada ao design.”

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Nuvens são para pássaros. Serviços são para Consumidores.

POR JUAN JIMENEZ

Eu me preocupo com nuvens. Eu comecei a me preocupar com elas quando eu tinha 14 anos. Eu tinha me candidatado para o meu primeiro emprego com o objetivo de cobrir os custos com minha educação. Eu pedi ao meu avô um empréstimo de $75 para os livros texto, os quais eu paguei completamente. O primeiro dia de aula envolvia sentar em uma sala cheia de pessoas que eram no mínimo uma década mais velhas do que eu. A introdução envolvia uma explanação sobre nuvens e os efeitos completamente destrutivos que elas poderiam ter em meu corpo.

A classe era uma escola base para o certificado de piloto privado do FAA. Ainda demorariam alguns anos antes que eu obtivesse minha licença, ou até mesmo voasse sozinho como um estudante, mas eu queria iniciar bem jovem de qualquer forma. Eu consegui um trabalho de meio expediente como o “menino de frente” da escola de aviação, abastecendo as aeronaves, completando os tanques de óleo e afastando os pássaros ao redor da pequena área de estacionamento. A primeira lição envolvia noções sobre o clima, tempestades e os tipos de nuvens quer deveriam indicar a qualquer piloto as áreas do céu a serem evitadas, além de figuras mostrando porque isso era uma boa idéia.

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O Pavão e o Urubu

Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:

Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu:

– Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.

O Urubu, por sua vez , também refletia no alto de uma árvore:

– Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.

Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão…

Então cruzaram… e daí nasceu o Peru:

QUE É FEIO PRA CARAMBA E NÃO VOA!!!

Moral da história:

” Se a coisa tá ruim, não inventa gambiarra que piora!!”

Então profissionais da área de TI, trabalhem sempre buscando qualidade nos projetos e serviços, um só erro pode afetar todo o processo.

Evite fazer gambiarras, um quebra galho aqui, pode gerar sérios transtornos ali.

Lições do Líder Steve Jobs

Baseado no livro A cabeça de Steve Jobs, do autor Leander Kahney, vou descrever relatos da vida e do trabalho de uma pessoa inovadora e centrada que revolucionou a mundo com suas invenções, Steve Jobs, umas das grandes cabeças da Apple.

Desde o lançamento do primeiro computador da Apple, o Apple I e II, cada vez mais Jobs busca inovação, criatividade e perfeccionismo em seus produtos, para Jobs antes de lançar um produto deve-se avaliar cada detalhe, desde o hardware, o sistema até a embalagem.

Jobs ficou um tempo fora da Apple, mas não deixou de inovar, adquiriu a Pixar, uma pequena empresa de animação, depois vendida para a Disney, que virou sucesso com suas produções, uma delas é o filme Toy Story. Também criou uma empresa de software, a NeXT, com intuito de concorrer com a Apple. Mas tarde a NeXT foi vendida para a Apple e tornou base para o funcionamento do seu sistema operacional, o Mac OS X.

A queda da Apple depois da saída de Jobs foi dramática, com muitos projetos e diferentes produtos a Apple estava perdendo participação do mercado, além de os clientes não saberem que versão do produto comprar, não entediam as configurações e detalhes técnicos (produtos idênticos com configurações diferentes). Os clientes não sabiam o que comprar, caindo ainda mais as vendas.

Por muita insistência da Apple Jobs assumiu novamente a presidência da empresa, em 1997. Jobs começou uma verdadeira reestruturação na Apple, eliminou projetos, demitiu, cortou gastos, ficou somente com pessoas sábias e criativas, poucas delas, ou seja, simplificou as coisas.

“Temos que ter foco e fazer as coisas que fazemos bem. O que não dá lucro temos que cortar. A Apple é feita por pessoas que pensam de uma forma diferente e original, que querem usar os computadores para ajudá-las a mudar o mundo, para ajudá-las a criar coisas que façam a diferença, e não apenas para executar um trabalho. Temos que ter diferencial e foco para competirmos”

Falando em foco, Jobs sempre pensou na frente, quando decidiu eliminar o PDA dos seus produtos, todos foram contra, ele disse, para que fazer um produto como esse, pois em breve o celular fará tudo isso. Cerca de 90% das pessoas querem usar essas coisas para receber informações e não para colocar informações dentro delas. Pois bem, e o PDA, nem é lembrado mais e saiu do mercado.

Lições de Steve Jobs

  • Ter Foco: Focar o que realmente sabemos fazer, o que não fazermos bem devemos delegar.
  • Seja Firme: Enfrente os problemas com garra e determinação. Jobs pegou uma empresa no chão, trabalhou bastante e tornou lucrativa.
  • Busque informações: Nunca trabalhe com base em suposições, baseie-se em dados concretos para não errar nas decisões.
  • Trabalhe em equipe: Na equipe todos fornecem informações precisas para formar idéias brilhantes, que uma pessoa sozinha não conseguiria. Tudo na Apple é avaliado minuciosamente, um exemplo, antes o sistema operacional Mac OS era pesado e difícil de trabalhar, com a compra da NeXT, o sistema foi totalmente reestruturado. Juntamente com a equipe cada detalhe era discutido e avaliado por todos, se tivesse uma barra de tarefas fora do lugar Jobs dizia, vamos fazer de novo. Foi assim durante 3 longos anos antes do lançamento do novo sistema operacional, mais leve e simples, o Mac OS X, foi um sucesso.
  • Simplifique: Faça produtos simples de usar, que qualquer pessoa mexa facilmente, Jobs sempre focou nos seus produtos, a simplicidade, um exemplo é o iPod, no seu lançamento ele possuía hardware para rádio FM e gravador de voz, porém essas funções não foram incorporadas, pois complicariam o aparelho. As pessoas querem produtos fáceis de mexer.

A Apple criou produtos baseados em inovação, criatividade e design, Jobs sempre aceita novas idéias e participa do desenvolvimento dos produtos juntamente com sua equipe, gerando inovação e formulando soluções.

“Estou procurando um lugar que precise de muitas reformas e concertos, mas que tenha fundações sólidas. Estou disposto a demolir paredes, construir pontes e acender fogueiras. Tenho uma grande experiência, um monte de energia, um pouco dessa coisa de ‘visão’ e não tenho medo de começar do zero”

Fonte: Analista TI

Feliz dia dos pais!

 

   

“O amor de mãe é sublime, divino” e tantas outras coisas mais, dizem alguns poetas. E o amor de pai, seria menor? Não. São amores diferentes, com expressões diferentes em tempos e lugares diferentes. Claro que há homens que nem os alimentos asseguram aos filhos. Mas há, também, mães que apagam cigarros nos bracinhos dos filhos.

“Meu pai não me amava, não me dava carinho”, disse-me, uma vez, uma aluna. Ora, ela confundiu as coisas. E se, para ele, amar significasse não dar carinho? “Não dá muito carinho para teus filhos, para não estragar. Carinho é coisa de mulher, de mãe. Pai tem que dar dinheiro e educação”, pensavam, num passado não tão distante, alguns pais.

“Eu até que gostaria de ter abraçado meus filhos, mas fui educado a pensar que isso poderia lhes fazer mal”, disse-me um pai da velha guarda. Educação, para tais pais, significava preparar os filhos para o rigor da vida, para os conflitos tipicamente extradomésticos. “Carinho amolece a alma, não faz bem”, pensavam alguns. Em suma, era como entendiam o amor. Não davam carinho porque amavam, porque compreendiam o amor como educação ao rigor.

As coisas mudaram a partir da chegada das mulheres no trabalho extradoméstico, quando elas começaram a fazer coisa de homem. Mulheres fazendo coisas de homem; e homens que começam a fazer coisas de mulher: lavar louça, cozinhar e dar carinho aos filhos. Democratização das tarefas domésticas e extradomésticas. Nova compreensão dos papeis desempenhados por pais e mães no teatro da vida contemporânea.

Assim, hoje, quando há uma separação conjugal, os filhos não necessariamente ficam com as mães. “Eu cuidei com dedicação, não aceito que me digam que só posso ver meu filho uma vez por semana”, reclamam, com razão, os pais presentes na vida dos filhos, vitimados, agora, por aquelas rancorosas ex-esposas que usam os filhos para se vingarem dos ex-maridos. Claro que há muitos homens ausentes, repito, que nem os alimentos asseguram aos filhos. Bem, eles não sabem o que estão perdendo. Uma pena, perda muito mais para eles do que para seus filhos. Mas, no caso dos pais presentes, a avaliação deveria ser diferente.

Quando eu casei, não morria de vontade de ter filhos. Gostava da minha vida a dois, com minha esposa. Na praia, eu via, horrorizado, aqueles pais que corriam de lá para cá, tirando baganas de cigarro da boca de seus sorridentes nenês, que engatinhavam pela areia comendo de tudo. Minha esposa, ao contrário, queria porque queria ser mãe. Bem, por causa dela, aceitei o que para mim significava o sacrifício do meu eu por uma causa maior.

Ainda bem que mudei de ideia. Nossas filhas são a melhor experiência que já tive em toda a minha vida. “A paternidade é sublime, divina”, digo eu, hoje. “Olha”, falei para a minha esposa, “tu também deve dizer não, para que elas não cresçam com a ideia de que eu sou o que diz não e tu a que diz sim”. Em suma, compartilhamos o lado doce e o lado rigoroso da educação, do amor que cuida.

Quanto ao carinho, não tenho escrúpulos. Abraço e beijo nossas filhas várias vezes por dia. Vai ver que é por isso que, quando faço uma cara feia, elas logo, logo me entendem. Em suma, o rigor bom exige carinho, afeto como pressuposto obrigatório do amor.

A maternidade é linda, maravilhosa, mas a nossa experiência de paternidade também não é pouca coisa não.

Feliz dia dos pais!

 

Fonte: Blog do Fábio Bento

 

Olá, eu sou o Windows 3.11, muito prazer.

Por André Machado

É previsível, mas preocupante, que as novas gerações de usuários de computador e de Internet desconheçam os primórdios dessa ciência que nos trás grandes progressos a cada dia. Em especial, aqueles que tiveram seu primeiro contato com a Informática através do Windows 95 ou XP perderam uma grande parte da história, relembrada com orgulho por alguns e odiada por outros. Quando vamos falar do passado da Informática, o Windows 3.11 é um assunto praticamente obrigatório. Mesmo sendo um ávido usuário de software livre, eu passei grande parte de minha adolescência usando esse sistema e, portanto, tenho um carinho especial pelo mesmo. Após ler esse pequeno artigo, você, usuário dos dias atuais, verá que nem sempre as coisas foram como são hoje e descobrirá como era a Informática em uma época em que a Internet comercial estava dando seus primeiros passos e o Google nem sonhava em nascer. Será que ainda existem vestígios desse sistema nas versões atuais do Windows? É o que vamos descobrir.

Foi a partir da versão 3 do Windows que esse sistema começou a se tornar extremamente popular até chegar onde está hoje, afinal, nas versões 1 e 2, ele era apenas uma interface gráfica para o MS-DOS, sistema que dominou a computação pessoal na década de 80 e não apresentava qualquer vantagem ou diferencial em relação às demais interfaces existentes. Mas a partir da versão 3.0, lançada em 1991, o sistema começou a ganhar destaque principalmente graças ao seu suporte aos famosos “kits multimídia”, compostos de drive de CD-ROM, placa de som e caixas acústicas, que se tornaram a febre na Informática antes do surgimento da Internet. Já o Windows para Workgroups 3.11, lançado em 1993, dava ao sistema suporte a redes de computador e iniciava a penetração do mesmo no mercado corporativo, que era dominado por fabricantes como Novell e LANtastic, embora fosse somente a partir do desenvolvimento do Windows NT que a solução da empresa começasse a ser seriamente considerada nesse nicho.

Aqui no Brasil, o motivo do sucesso foi outro. Pela época do lançamento das versões 3.x, nós estávamos saindo da famosa reserva de mercado, uma barreira comercial criada pela ditadura militar que proibia a importação de softwares e de computadores importados com o objetivo de fortalecer a indústria nacional (em especial, órgãos públicos apenas podiam usar computadores fabricados no país). Como as máquinas nacionais, naquela época, eram em sua maioria baseados em processadores 8088 ou similares, com os sistemas operacionais sendo cópias do MS-DOS “adaptadas” pelos fabricantes locais, bem como vários aplicativos famosos vendidos por aqui, acredito que pouca gente, para não dizer ninguém, viu as versões 1 e 2 do Windows e o primeiro contato com computadores de qualidade se deu através dos 386 e 486 que vinham equipados com a nova versão do sistema.

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Mesmo que você talvez nunca tenha usado o Windows 3.11, é provável que você já o tenha visto. No filme True Lies (1994), de James Cameron, há uma cena onde o personagem de Arnold Schwarzenegger acessa um computador com o sistema em árabe:

Na época, muita gente ia ao cinema só para conferir a cena, visto que até então as telas de computador nos filmes eram criadas pelo pessoal dos efeitos especiais. A partir de então, a prática de inserir telas reais no cinema cresceu cada vez mais (até em uma desastrosa cena de um filme de James Bond onde são mostrados Macs rodando o OS/2…).

Para quem teve seu primeiro contato com o Windows a partir das versões 9x ou XP, usar o Windows 3.11 pode ser um verdadeiro choque cultural. O sistema é totalmente diferente do que temos hoje tanto em relação à interface com o usuário quanto a recursos de desenvolvimento.

A primeira e principal diferença é que, embora muitas vezes seja rotulado como tal, o Windows 3.11 não é um sistema operacional mas, sim, apenas uma interface gráfica para o MS-DOS, que é quem de fato comanda a máquina. Isso significa, em outras palavras, que o Windows 3.11 está preso aos limites do MS-DOS que, entre outros, inclui o fato de ser um sistema de 16-bits, reconhecer apenas partições formatadas em FAT16 (com tamanho máximo de 2GB) e suportar arquivos com, no máximo, oito caracteres e sem espaços. Foi apenas na versão posterior, o Windows 95, que o suporte a nomes de arquivos longos (LFN), já presente no Linux, foi acrescentado. Logo, naquela época, você não poderia nomear seus arquivos como “Trabalho de História.doc” ou “Relatório de gastos do primeiro trimestre.xls”: as pessoas usavam nomes mais difíceis de lembrar como TRABHIST.DOC ou RELGAS1T.XLS. É por esse motivo que, quando você visualiza a lista de arquivos que estão em sua pasta Meus Documentos a partir de um prompt do MS-DOS, pode acontecer de o nome de alguns arquivos aparecer com um til e um número.

Falando em Meus Documentos, naquela época a organização dos arquivos no disco rígido era bem mais simples: não havia pastas – ou diretórios, como eram chamados – específicas para armazenar os arquivos do usuário ou dos programas instalados: o usuário podia gravar seus arquivos onde bem entendesse, assim como os programas que, geralmente, e instalavam criando uma pasta na raiz da unidade C:. Naquele tempo, onde a velocidade do processador e a memória eram escassos, havia uma ampla insistência para que os usuários não salvassem seus documentos na raiz da unidade C:, o que segundo alguns poderia tornar o computador lento. O Windows era armazenado na pasta WINDOWS, a qual, normalmente, tinha apenas uma subpasta: SYSTEM, onde eram armazenados todos os arquivos relativos ao sistema, desde fontes TrueType até arquivos de configuração, tudo jogado no mesmo lugar. A pasta C:\Windows\System, que ainda existe atualmente nas versões mais atuais do sistema da Microsoft, é um vestígio ainda presente do Windows 3.11 e está lá para manter a compatibilidade com os programas designados para ele (não confundir com a pata System32, que tem praticamente a mesma função nos sistemas mais modernos). Naquele tempo, o Registro do Windows já existia, mas não tinha a função de armazenar as preferências do sistema ou dos programas: essas eram armazenadas em arquivos texto com extensão .INI. O problema, que você já deve estar imaginando, é que a maior parte dos programas para Windows jogava seus arquivos .INI na pasta C:\WINDOWS e não fazia questão nenhuma de removê-los uma vez que fossem desinstalados.

Por sua grande flexibilidade, o Windows 3.11 vem sendo usado como objeto de várias provas de conceito atuais. No YouTube, é fácil encontrar vídeos que mostram o sistema rodando no nGage, no iPad e em celulares com Android. No entanto, apesar de ter quase 20 anos e não ser comercializado há tempos, a Microsoft não liberou seu download gratuito – apesar de ser relativamente fácil encontrá-lo na Internet -, sendo necessário possuir uma licença para usar o mesmo. Além disso, por ser apenas uma interface gráfica, para usá-lo é necessário que o MS-DOS seja instalado antes no computador. Hoje em dia, esse não é um grande problema, pois o FreeDOS e até o DOSBox, programa utilizado para executar jogos e programas do MS-DOS em sistemas atuais, dão conta do recado no tocante à instalação e à execução do mesmo.

A instalação começa com você inserindo o disquete 1 na unidade A: e digitando CONFIG. Estranhamente, a primeira tela do programa de instalação é bastante similar à do CD de instalação do Windows XP:

Após responder a algumas perguntas, tem início a parte gráfica da instalação, que é bastante amigável e lembra as telas de instalação do Windows 98:

Na própria instalação, já é possível configurar a rede:

Note que, apesar de ter um amplo suporte a vários tipos de rede, o protocolo TCP/IP, indispensável para a navegação na Internet, não está presente. Felizmente, a Microsoft disponibiliza um pacote com a pilha para o sistema em seu FTP, mas e quem precisasse do recurso naquela época? Alem disso, apesar de o Windows 3.11 ter suporte a vários modelos de placas de rede, nenhuma das opções padrão do VirtualBox foi reconhecida.

Ao final da instalação, o assistente de instalação lhe oferece a oportunidade de visualizar um tutorial do Windows, recurso interessante que ensina a usar o mouse, o teclado e os recursos do sistema de forma interativa e que foi removido das edições posteriores:

Finalmente, você reinicia a máquina e… volta ao prompt do MS-DOS! Sim, o Windows 3.11 não se inicia automaticamente, como suas versões atuais. É necessário digitar WIN para ter acesso à interface gráfica, que certamente é um choque cultural para os usuários de hoje:

O Windows 3.11 não tem barra de tarefas, menu iniciar ou atalhos no desktop. Ao invés disso, tudo o que você vê é uma janela chamada Gerenciador de Programas que, ao melhor estilo Chrome OS, é o lugar de onde você executa seus aplicativos e encerra o sistema (atualmente, existe um projeto alemão chamado Calmira que adiciona uma interface similar à do Windows 95 ou XP ao Windows 3.11, mas ele não existia quando do lançamento original). Além disso, o botão direito do mouse, poderoso e onipresente nas versões atuais, não tem função alguma no desktop e na maioria dos programas padrão.

O menu Iniciar atual é composto basicamente de pastas com atalhos para os programas e demais itens. O Gerenciador de Programas tem um conceito similar: os ícones que você vê na imagem são arquivos de extensão .GRP e armazenam atalhos para “itens de programas”, que são atalhos tanto para aplicativos quanto para documentos. Os nomes dos grupos e dos itens de programa podem ter mais de oito caracteres. Se você pensa que isso é uma velharia, saiba que esse gerenciador está presente (mas sem uso, evidentemente) até no Windows XP, com o nome PROGMAN.EXE, dentro da pasta Windows. Claro, ele foi deixado lá por questões de compatibilidade. Aparentemente, ele foi removido das versões Vista e 7.

Agora, nos resta explorar os grupos. O grupo Acessórios contém o equivalente ao Todos os Programas – Acessórios do menu Iniciar, mas com algumas peculiaridades:

Comecemos pelo Write. Ele, como o próprio nome sugere, é o processador de texto padrão do sistema. A partir do Windows 95, ele foi substituído pelo WordPad e seu formato de arquivo, o .WRI, deu lugar ao .RTF.]

O Write é bastante rudimentar se comparado a outros processadores: ele não exibe qualquer marca automática de fim de página, apesar de ser possível fazer uma quebra manual; não há suporte para textos de cores diferentes e, embora seja possível adicionar cabeçalho e rodapé, ao fazê-lo deixamos de ver o texto do documento principal que estamos editando. Na verdade, as versões atuais do Windows ainda trazem um aplicativo write.exe na pasta Windows, mas ele é apenas um atalho para o Wordpad.

O Paintbrush é o antecessor do Paint, mas apresenta muitas limitações: ele apenas abre e salva arquivos no formato BMP e suporta, no máximo, 256 cores. As versões atuais suportam vários formatos e milhões de cores.

Esse programa foi um dos marcos na briga entre Microsoft e Apple. Para efeito de comparação, veja a interface do Paintbrush:

E, agora, veja a interface do MacPaint:

Eu estou maluco ou existe uma “leve semelhança” entre os dois?

O terminal é um aplicativo que permite realizar conexões com hosts remotos, como telnet ou conexões com modems. Até o Windows XP, ele estava lá, sob o nome hyperterminal, mas atualmente não faz mais parte do sistema.

O Bloco de Notas não sofreu muitas modificações de lá pra cá; as únicas diferenças são que a versão do Windows 3.11 podia abrir e salvar arquivos de até 64KB e as versões atuais tem suporte a várias codificações, como UTF-8.

O gravador é um aplicativo utilizado para gravar sequências de cliques e de pressionamento de teclas para automatizar tarefas repetitivas, uma ideia interessante que foi deixada de lado.

O Arquivo de Fichas era um pequeno banco de dados onde o usuário poderia registrar o endereço e o telefone de seus contatos. O programa ainda suportava fazer chamadas telefônicas via modem para os números registrados:

O Gerenciador de Objetos criava ícones para conteúdos inseridos em documentos. Os outros itens são similares ao que temos hoje.

O grupo Aplicativos tinha atalhos para programas do MS-DOS, incluindo uma versão para Windows de um antivírus básico da Microsoft desenvolvido pela CheckPoint. O grupo Iniciar geralmente é vazio, pois os aplicativos ali colocados são iniciados automaticamente com o sistema. Já o grupo Jogos tem títulos clássicos da plataforma:

O grupo Principal traz itens para configurar o Windows, incluindo o Painel de Controle:

e o Gerenciador de Arquivos, avô do Explorer:

Por fim, o grupo Rede tem aplicativos para configurar e usar os serviços de rede do Windows. Chama a atenção a presença do Schedule+, um software de agenda que, posteriormente, foi integrado ao Office, mas descontinuado quando suas funções foram integradas ao Outlook e o Mail, avô do Outlook:

Já o famoso Editor de Registro, carinhosamente chamado de RegEdit, já existia no Windows 3.11, mas tinha outra função: associar as extensões aos tipos de arquivos existente:

Conclusão

Embora muitos desconheçam ou menosprezem essas versões antigas, vemos que elas são muito importantes, pois constituem as bases dos sistemas que temos hoje, os quais concluímos que não são do jeito que são por mero acaso, e muitos de seus programas e recursos ainda estão presentes, total ou parcialmente, nos sistemas atuais. Talvez, daqui há 20 anos, também estejamos lembrando, com saudosismo, dos sistemas que temos hoje.

Por: André Machado Fonte: Guia do Hardware

Tour pelos servidores do google

Essa noticia circulou a internet em abril, mas como muita gente ainda não viu, aqui vai:

O Google apresentou esta semana um “tour” mostrando como é e como são os seus servidores. É simplesmente impressionante a estrutura grandiosa, monstruosa e dinamicamente gigantesca dos servidores do Google.

Agora abaixo você vai poder ver como é por dentro de um “pc servidor” da empresa. A placa mãe fabricada pela Gygabyte tem 2 processadores 2 HD´s e 8 pentes de memória.

É simplesmente impressionante, os servidores são montados dentro de containers (sim os mesmos usados em navios de transporte).

FONTE: Tecnopot